Durante
o XXXIV Congresso Brasileiro de Educação
Médica, em Salvador BA, dia 18 de outubro reuniram-se
os diretores e coordenadores das escolas Médicas
para tratar da revalidação de diplomas
médicos fornecidos por escolas estrangeiras.
No
início da reunião, a Diretora Executiva
da ABEM, informou o resultado do retorno da correspondência
enviada pela ABEM às 80 (oitenta) escolas médicas
brasileiras (Ofício nº 52/96 e nº 90/96
de 14 de março e 19 de abril, respectivamente).
Houve resposta de 70 (setenta) escolas, ou seja, de
87% do total.
Das
70 (setenta) escolas brasileiras que enviaram informações,
33 (trinta e três) estão credenciadas pelo
MEC e realizaram a revalidação de diplomas
médicos obtidos em escolas estrangeiras, ou seja,
48%.
Das
33 (trinta e três) escolas, 18 (dezoito), citam
a resolução nº 03/85 do CFE, hoje
Conselho Nacional de Educação (CNE) e
relatam normas complementares elaboradas na própria
instituição. Outras 15(quinze)não
citam a resolução e relatam normas próprias.
Destas 15 (quinze), 5 (cinco) ferem a resolução
nº 03/85 na medida em que não cumprem suas
determinações.
Duas
escolas das que submetem, obrigatoriamente, os candidatos
a provas exigem nota mínima de 7.0, duas outras
a nota 6.0. Dezesseis não citam notas ou conceitos
exigidos.
Seis
escolas só analisam a equivalência curricular;
uma considera equivalência de cargas horárias
e conteúdos, considerando uma correspondência
de no mínimo 75%; as outras cinco não
especificam os critérios.
Todas
relatam, segundo a solicitação da ABEM,
dificuldades enfrentadas e sugestões facilitadoras
do processo de revalidação de diplomas
em nível nacional.
Apenas
4 (quatro) escolas mencionam a Resolução
nº 02/92 que dá nova redação
ao artigo 3º da Resolução nº
03/85. Como a nova redação refere-se à
avaliação feita pela CAPES referente aos
cursos de pós-graduação, não
implica controvérsias nesta abordagem.
A
grande maioria das escolas manifestaram o desejo de
maior uniformização do processo de revalidação
de diplomas médicos conferido por escolas estrangeiras,
no território nacional, evitando, se possível,
discrepância significativas de critérios
que resultam em migrações regionais dos
candidatos.
A
Universidade federal do Paraná Setor de Ciências
da Ssaúde, reiterou sua preocupação
com a informação da existência da
Convenção Regional de Convalidação
de Estudos, Títulos, Diplomas de Educação
Superior na América latina e no Caribe, que possibilitaria
registro automático de diplomas de candidatos
da Colômbia, Países Baixos, Cuba, Panamá,
El Salvador, Santa Fé, Equador, Suriname, Iugoslávia,
Venezuela, México, Nicarágua. Esta informação
foi contraposta com a de que esta convenção
não foi efetivada com este determinante.
Após
longas manifestações sobre critérios
e dificuldades na execução deste processo,
tirou-se como consenso estabelecer etapas a serem seguidas
por todas as escolas que revalidam diplomas médicos,
dentro do que estabelece a Resolução nº
03/85, do CNS, conforme quadro abaixo.
1ª
ETAPA:
a) Inscrição com entrega
dos documentos exigidos;
b) Análise da legitimidade dos documentos;
c) Consulta à Faculdade de origem sobre os dados
pertinentes à colação de grau;
2ª
ETAPA:
Avaliação
de equivalência de conteúdo curriculares
e cargas horárias que deverá ser de no
mínimo 75%;
3ª
ETAPA:
Prova de proeficiência na língua portuguesa.
4ª
ETAPA:
Prova
cognitiva abrangendo as cinco grandes áreas:
Clínica Médica, Clínica Cirúrgica,
Pediatria - Puericultura, Ginecologia Obstetrícia
e Medicina Social.
5ª
ETAPA:
Prova
prática e oral para avaliação de
habilidades, atitudes e comunicação.
Obs:
Cada etapa é pré-requisito para a etapa
seguinte. Estas provas devem ser anuais e aplicadas
na mesma época em todas as escolas médicas
do país, ou seja, na Segunda quinzena do mês
de novembro. A nota mínima para aprovação
é 7.0, ou seja, 70% de aproveitamento. Os itens
que ainda não foram discutidos, como oportunidade
de estágios e de novas avaliações
para os candidatos reprovados, a forma de avaliação
prática oral e a revalidação de
diploma em especialidades, ficam ainda a critério
de cada escola. |