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- Dentre as conclusões do grupo, ressaltou-se que uma das mais importantes
contribuições das Instituições de Ensino é que se dê garantia da
governabilidade e continuidade do Projeto.
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- Foi citado também o fato do desenvolvimento do Projeto ter acontecido em
estreita relação com a Secretaria Municipal de Saúde.
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- Entendeu-se que o PRÓ-SAUDE possa qualificar a tanto a assistência,
quanto o docente e o currículo da escola, e que o Projeto trará
possibilidades de articulação institucional, desenvolvendo um trabalho
de adesão do corpo docente.
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- Citou-se ainda o fato de que, apesar de algumas dificuldades na relação
com o Município, ser possível nesse momento, com o aval do Ministério da
Saúde, desenvolver esse Projeto
na escola, e que a integração “serviço de saúde – academia” seja de fato
o grande ganho do PRÓ-SAÚDE, para ambos os lados.
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- Destacou-se a importância de que a Universidade conheça a rede
assistencial, criando uma relação de confiança e boa vontade entre ambas
as partes, como ponto de partida para o desenvolvimento das ações.
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- Entretanto foi externada a preocupação de que ampliação da Atenção
Básica possa criar um gargalo na Média Complexidade, imaginando-se que,
nesse caso, os municípios devam ficar estrangulados na Atenção
Secundária. Quando se trabalha na Atenção Básica se abre uma vertente
para a média complexidade, e se espera uma ajuda do Ministério da Saúde
para esse fato.
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- Entende-se serem necessários alguns acertos, entre eles o estreitar
diálogos e firmar compromissos entre as Instituições envolvidas, sendo
necessário unir esforços para chegarem ao objetivo comum, tendo-se
sempre em vista que existam as áreas com diferentes níveis de avanço, e
a mudança de cultura seria o ponto chave do projeto.
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- Nem sempre se forma o profissional que se quer, mas o que se pode e o
que o mercado absorve. Os alunos têm questionado a questão da inserção
no mercado de trabalho. E o mercado hoje tem absorvido profissionais que
tenham capacitação em atenção básica. Entende-se que de alguma forma
esse Projeto seja uma necessidade criada pelo Mercado. E que uma
formação qualificada seja o principal objetivo dos alunos.
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- Todos ainda estão aprendendo a trabalhar com a realidade social, e
acredita-se que existam tecnologias disponíveis que não estejam sendo
utilizadas. A Educação Permanente deve ser centrada no baixo custo e na
otimização da tecnologia.
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- Dentre as soluções sugeridas para as situações particulares,
ressaltou-se o intercâmbio de experiências e encontros regionais entre
as Escolas envolvidas. Outra medida já adotada por algumas Instituições
é a criação de um grupo gestor para administração das ações do
PRÓ-SAÚDE.
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- A Universidade deve ter coragem de assumir a entrada da rede
assistencial como uma proposta curricular, mas é preciso também
qualificar a própria rede assistencial para receber adequadamente a
Universidade. Deve-se criar um vínculo com colegas da rede, buscando
dialogar para discutir o projeto multidisciplinar, atendendo a demandas
que surgem no município. O Projeto deve incluir a opinião de todos os
atores envolvidos, inclusive os usuários.
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- A Universidade deve ter coragem de assumir a entrada da rede
assistencial como uma proposta curricular, mas é preciso também
qualificar a própria rede assistencial para receber adequadamente a
Universidade. Deve-se criar um vínculo com colegas da rede, buscando
dialogar para discutir o projeto multidisciplinar, atendendo a demandas
que surgem no município. O Projeto deve incluir a opinião de todos os
atores envolvidos, inclusive os usuários.
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- Dentre as várias experiências e iniciativas citadas, relatou-se uma
experiência de Internato Rural, onde foi introduzida a telemedicina,
para a realização de vídeo-conferências na atenção primária. A
teleconferência é um exemplo de instrumento bastante importante para a
realização de um treinamento em serviço, evitando o deslocamento das
pessoas.
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- Foi citada também a criação de
uma disciplina conjunta, dos 3 cursos, intitulada “Políticas e Práticas
Interdisciplinares em Saúde”, além da iniciativa de criação de um centro
de imagem, levando as imagens digitalizadas até a rede, diminuindo
custos e agilizando procedimentos. Essa e outras experiências
consolidadas podem ser aproveitadas.
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- Destacou-se que é necessário investigar as necessidades que existam nos
cenários de prática, a fim de que elas possam servir de indicadores de
avaliação, e buscarem-se estudar meios de oferecer a essa população uma
resposta adequada para sua demanda.
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- Manifestou-se o receio de, com a adoção do PRÓ-SAÚDE, à possibilidade de
se ter no corpo docente da Instituição muitos profissionais
não-qualificados academicamente, e um possível revés para a Instituição
em futuras avaliações do MEC, sugerindo-se que o instrumento de
avaliação proposto pelo INEP seja ajustado para essa nova realidade.
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- Lembrou-se também que nem sempre a titulação seria garantia da adaptação
(ou não) no serviço, e foram citandos exemplos de profissionais
qualificados em saúde pública não se adaptaram tão bem quanto outros que
eram especialistas em outras áreas.
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- Expressou-se a opinião de que o Documento final do encontro deva conter
definições claras, por parte dos dois Ministérios, quanto às mudanças
que se desejam, ressaltando-se que a transparência é fundamental para a
evolução desse trabalho, e destacando-se importância da participação dos
municípios menores.
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- Foi proposto que o SUS ofereça a oportunidade de um programa tipo
“primeiro emprego”, para absorver a demanda formada pelas escolas. Isso
garantiria a motivação e engajamento de muitos, além de permitir que os
processos seletivos para os postos de trabalho no PSF não sejam geridos
politicamente, numa visão clientelista, mas sim por mérito, num processo
de seleção dos mais capacitados.
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- As maiores dificuldades citadas pelo grupo estariam na avaliação dos
resultados qualitativos da ação do Projeto. O grupo entende que o
PRÓ-SAÚDE, deva construir indicadores qualitativos e quantitativos, e
ressaltou a importância de buscar índices para se mensurar essas
mudanças, sugerindo-se a realização de projetos de pesquisa para se
avaliar o antes e o depois, destacando a necessidade de se colocar o
limite do tempo para o estabelecimento dessas metas.
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- Ficou evidente que as mudanças só acontecem e podem ser aferidas quando
se percebe a realidade antes de se iniciar o trabalho, e que os
critérios de avaliação devam ser consensuais.
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- Ficou evidente que as mudanças só acontecem e podem ser aferidas quando
se percebe a realidade antes de se iniciar o trabalho, e que os
critérios de avaliação devam ser consensuais.
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- Destacou-se ainda que os usuários devam estar inseridos na avaliação,
através dos Conselhos Municipais de Saúde, e que o aluno deva analisar
criticamente o conteúdo curricular de sua instituição.
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- Foi destacada a diferença conceitual entre produto e resultado,
ressaltando ser mais fácil ser avaliado por produto do que por
resultado. Lembrou-se que o “livro laranja” (p. 24-31) já contém vetores
que estão próximos da construção de indicadores, e foram citados vários
exemplos possíveis de indicadores de avaliação. Concluiu-se que um dos
primeiros pontos de avaliação seja apurar se as escolas tem se envolvido
com o PSF.
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- Externou-se a preocupação quanto à guarda e conservação de equipamentos
adquiridos pelas Instituições de Ensino, e alocados nas Unidades de
Saúde, e ressalvou-se que a forma de pactuação seja parte integrante do
Projeto, e que essa relação deva ser bem discutida antes de se começarem
a se desenvolver as ações.
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- Sugeriu-se realizar instrumentos avaliativos periódicos (a cada 3 meses,
por exemplo) para os envolvidos no trabalho, e também a adoção de
percentuais (ou níveis) de se atingir as metas propostas.
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- Concluindo, reforçou-se a idéia da criação de encontros regionais, onde
já no primeiro próximo encontro regional seja possível avançar na
construção do instrumento de avaliação, que poderia ser numa oficina,
onde cada um possa apresentar um relato de sua própria experiência.
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