Primeiro Momento da Avaliação    
 

 

A COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS MÉDICAS DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA (Caem/ABEM) COMPLETA O PRIMEIRO MOMENTO DA AVALIAÇÃO


A Comissão de Avaliação das Escolas Médicas da ABEM que foi constituída em março de 2006, conclui o primeiro momento do Projeto “Avaliação de Tendências de Mudanças no Curso de Graduação das Escolas Médicas Brasileiras”, enviando a análise dos resultados da aplicação auto-avaliativa do instrumento/questionário oferecido no projeto a cada uma das trinta e três escolas participantes.

Neste ano de 2007, a Comissão dará início ao segundo momento do Projeto com as escolas que já estão participando, reforçando o primeiro momento com o levantamento de justificativas e evidências de mudanças e o início do processo de construção de indicadores. Com o acompanhamento das evidências de mudanças, levantadas no primeiro momento, a escola identificará seus atores e ações, e de forma participativa poderá eleger e construir indicadores adequados à comprovação e acompanhamento das mudanças identificadas.

ATENÇÃO! ESCOLAS QUE DESEJAREM PARTICIPAR DESTE PROJETO
DESENVOLVIDO PELA Caem/ABEM


Para as escolas que ainda desejarem participar deste movimento de construção de processos avaliativos participativo, formativo e construtivo que este Projeto “Avaliação de Tendências de Mudanças no Curso de Graduação das Escolas Médicas Brasileira” oferece, a Caem/ABEM estará, concomitante ao desenvolvimento do segundo momento do Projeto, abrindo novamente período de adesão. A adesão deverá ser realizada no período de 15 de março a 15 de abril, através da assinatura do Termo de Adesão, disponível através do site da ABEM. As escolas que fizerem o Termo de Adesão terão a possibilidade de organizar e participar de oficinas específicas de capacitação para o desenvolvimento do seu processo avaliativo.

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO DA COMISSÃO

A Caem/ABEM desde março de 2006, realizou diversas reuniões até o presente momento. Tratou desde a avaliação e aprovação do projeto (base teórica, metodologia, instrumento), do procedimento das análises e deliberações, até o planejamento e execução de seminários de capacitação para avaliação de tendências de mudanças no curso de graduação das escolas médicas. No 44º.COBEM, em Gramado/RS, ainda, divulgou o Projeto e apresentou resultados parciais das escolas que já haviam respondido ao instrumento.

A última reunião de trabalho da Caem/ABEM realizada nos dias 23 e 24 de janeiro, em São Paulo, na Unifesp, discutiu:
- as análises das escolas médicas participantes do primeiro momento do Projeto;
- os passos a serem desenvolvidos no segundo momento desencadeando o processo de construção de indicadores;
- as estratégias para apoio e acompanhamento das escolas inseridas neste movimento;
- a construção do cronograma de trabalho para 2007; e
- as perspectivas do trabalho a médio e a longo prazos.

Estavam presentes os seguintes componentes da Caem/ABEM: Rinaldo Aguilar (Famema), Ively Guimarães Abdala (Cedess), Jadete Lampert (UFSM), Regina Stella (Unifesp) e Gianna Lepre Perim (UEL). A representante discente Mariana Konder (UFRJ), não comparecendo, enviou e-mail, em 13 de fevereiro, desculpando-se com exposição de sua crescente dificuldade de participar como representante da DENEM, por estar no último ano do Curso de Medicina e dispor de tempo exíguo, o que lhe força a retirar-se do grupo de trabalho. Os componentes da Caem/ABEM agradeceram sua participação desejando-lhe sucesso na caminhada profissional, estando no aguardo da substituição da representação discente nesta Comissão. Participação essa considerada fundamental neste processo.

Após a conclusão da análise dos instrumentos das escolas pela CAEM foi elaborada a carta de encaminhamento que acompanha os resultados remetidos aos coordenadores e/ou responsáveis pelo envio do instrumento respondido pelas escolas, com cópia para os Diretórios Acadêmicos respectivos.

Entre várias providências para dar retorno às escolas foram definidas as seguintes estratégias para divulgação e extensão deste Projeto:
1º.) contatar, via Secretaria da Executiva, as Regionais da ABEM para agendar reuniões que visem desenvolver e descentralizar o trabalho da Caem/ABEM, na construção do processo avaliativo proposto para o primeiro e o segundo momentos do Projeto;
2º.) providenciar a publicação do material, resultados e análises dos trabalhos já elaborados na forma de artigos.

Considerando a realização do 45º.Congresso Brasileiro de Educação Médica, de 20 a 23 de outubro, em Uberlândia/MG; foi reivindicado um espaço para o Fórum de Avaliação e para a realização de duas oficinas, uma do primeiro momento do Projeto (aplicação do instrumento e encaminhamentos) e outra do segundo momento (construção de indicadores para averiguar e acompanhar as mudanças).

Foi reconhecida a necessidade de reforçar o embasamento e socialização dos novos conceitos, que as mudanças exigem e que devem dar suporte às escolas médicas que implementam as mudanças visando atender às Diretrizes Curriculares. Outras necessidades, igualmente identificadas, neste movimento,
foi o de: propiciar que outras escolas façam adesão ao Projeto, envidar esforços para tornar este processo mais participativo e representativo dentro de cada escola, construir o consenso em torno de avaliação como processo, manter a qualidade do trabalho e identificar pessoas e instituições que possam somar com apoios e contribuições neste processo construtivo.

Nesta mesma reunião foi elaborada correspondência às escolas médicas (anexa) que ainda não fazem parte do Projeto, abrindo o período de 15 de março a 15 de abril de 2007, para novas adesões. Para isso, adequar às instruções no site da ABEM, para as escolas que aderirem ao Projeto Caem/ABEM (revisar o Termo de Adesão, a orientação para adesão e a orientação para a aplicação do instrumento);

Os componentes da Caem/ABEM estão dando continuidade aos estudos sobre indicadores qualitativos, quantitativos e quali-quantitativos para assessorar as escolas na construção do segundo momento do Projeto.

RESULTADOS GERAIS DO GRUPO DE ESCOLAS QUE PARTICIPAM DO PROJETO

A Caem/ABEM, em fevereiro de 2007, remeteu os resultados do conjunto das escolas, sem identificá-las, e, em particular, a análise de cada uma das escolas que fazem parte do Projeto. Veja alguns resultados nos quadros e o conjunto de figuras apresentados abaixo. Apesar de ter sido realizada a análise das trinta e três escolas participantes, apenas trinta integram o conjunto pelo fato de três escolas terem enviado o instrumento incompleto no seu preenchimento.

Tipologia de tendência de mudanças em trinta escolas médicas que aderiram ao projeto da Caem/ABEM, e percentuais das alternativas predominantes nos cinco eixos de relevância segundo a percepção de seus atores sociais ao implementar o currículo no curso de graduação – Brasil, 2006

 

 

Tipologia de tendência de mudanças de trinta escolas médicas brasileiras que aderiram
ao projeto da Caem/ABEM – Brasil, 2006

Conjunto de figuras representativas das tendências de mudanças no curso de graduação médica do grupo de escolas que aderiram ao projeto da Caem/ABEM – Brasil, 2006

O conjunto deste grupo de escolas brasileiras mostra um perfil com predomínio da tipologia avançada (A) e inovadora com tendência avançada (Ia). Ou seja, a maioria das escolas deste grupo percebem no seu cotidiano acadêmico situações predominantes condizentes com as Diretrizes Curriculares (CNE/CES, resolução nº. 4, 2001).

A tipologia das tendências de mudanças da formação médica na graduação é dada, neste estudo, pela percepção dos atores sociais da escola, no que se refere às políticas e ações predominantes situadas em cada vetor apresentado no instrumento, o percentual conferido e a relevância na visão do conjunto. Os cinco eixos apresentados em vetores têm função didática, que possibilita melhor delinear a análise dos movimentos de mudanças na implementação do programa curricular. As ações efetivadas em um ou outro vetor, à medida que alteram ou não conteúdos, relações e/ou processos, são indicadores do quanto às escolas estão avançando ou resistindo às mudanças preconizadas. A continuidade do trabalho será importante para a consolidação do processo de avaliação das Escolas Médicas.

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