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    Sexta-Feira 27 de Fevereiro de 2015
 
   
 
 
 
 
 
 
   
 
Informes e Documentos - ABEM (Clique AQUI)
VIOLÊNCIA E TROTE:
CARTA DA ABEM À COMUNIDADE ACADÊMICA DOS CURSOS MÉDICOS
DIRIGENTES, DOCENTES, PRECEPTORES E ESTUDANTES

Ao nos aproximarmos do início de mais um ano letivo e, tendo em vista a dimensão que a violência tem se apresentado em nossa sociedade, precisamos refletir, de forma franca e corajosa, sobre como ela está infiltrada entre nós.

Precisamos ficar atentos nas festas de recepção aos ingressantes em nossos cursos, principalmente na identificação e no combate à violência banalizada e minimizada que pode ser percebida por alguns como “normal”, parte de um “rito de passagem” ou de “nossas tradições”.

Os responsáveis pelos Cursos de Medicina devem deixar claro aos seus ingressantes que estes têm o controle sobre a recepção que recebem. Sempre que algo lhes parecer desagradável ou que venham a se sentir, de alguma forma, ameaçados, constrangidos ou agredidos, não devem hesitar em procurar as comissões de recepção, os centros acadêmicos e as suas diretorias, que devem estar preparados para tomar as providências necessárias para coibir e punir tais ocorrências.

Os veteranos devem saber que o trote é proibido dentro e fora das faculdades e campus universitários, com regras emanadas de instâncias acadêmicas e judiciais, que limitam claramente o que pode e o que não pode ser feito.

É importante lembrar que médicos, docentes ou não, e médicos residentes, que eventualmente participem de trotes violentos, assédio e constrangimentos estão passíveis, além das normas institucionais, também das averiguações éticas pelos conselhos profissionais e sujeitos as punições constantes do Código de Ética vigente.

Respeitar e acolher a todos, sempre, e em especial o colega ingressante, é um imperativo ético e profundamente humano!

Os gestores e professores não podem tolerar qualquer forma de violência. Cabe ao conjunto de pessoas da instituição e não somente aos veteranos decidir sobre o que é “tolerável”, “normal” ou “habitual” durante as recepções aos calouros. Cabe a eles, ainda, investigar toda e qualquer denúncia e punir os excessos, com rigor proporcional à gravidade dos fatos apurados.

Sabemos que não é apenas na recepção e no âmbito das faculdades e universidades que a violência se manifesta. Devemos confirmar compromisso de combatê-la em todos os ambientes e em todas as suas formas, por mais dissimuladas que estas possam ser percebidas!

"Humilhação e violência não podem ser comemorativos de momentos de vitória e de celebrações!"

CONSELHO DIRETOR DA ABEM
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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